Meritor tem novo diretor geral

A Meritor, principal fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais na América do Sul, anuncia novo diretor geral. Adalberto Momi substituirá Silvio Barros, que se aposenta após uma trajetória de 18 anos na companhia. Alguns dos principais desafios do executivo à frente do cargo será dar continuidade à expansão e modernização do negócio e manter a liderança e credibilidade da Meritor no setor de pesados. “Prosseguiremos com as estratégias utilizadas pelo meu antecessor, Silvio Barros, que posicionaram a empresa em um alto patamar de competitividade e qualidade nestas duas últimas décadas”, explica Adalberto Momi.

Nos últimos anos, a Meritor apostou em importantes pilares para se fortalecer, mesmo diante de crises econômicas, que impactaram diretamente no desempenho do mercado de pesados. A empresa teve como metas a expansão dos negócios com o fornecimento para novas marcas, constantes investimentos para modernização da linha de produção, priorizando a qualidade, e política de preços competitivos.

Tecnologia

Também foi pioneira no desenvolvimento de novas tecnologias com destaque para localização e fabricação de eixos com solda a laser 17X e 18X – que aumenta a capacidade de carga trativa, nacionalização de componentes com considerável redução de peso, desenvolvimento de eixo com duas velocidades (específico para o mercado brasileiro), além da tecnologia Logix Drive, que funciona de forma eletrônica junto aos eixos, controlando o nível de óleo do diferencial conforme o torque exigido.

Seu mais recente lançamento foi o eixo inteligente, que pode ser aplicado em qualquer configuração de caminhões traçados. Trata-se do eixo Detachable Tandem, que possibilita o desengate de um dos eixos trativos na configuração tandem (6x4) e que, por consequência, permite que esse eixo trativo seja levantado sempre que o veículo estiver descarregado (configuração 4x2). Como principais vantagens podem ser notadas a redução do consumo de combustível de até 4%, se comparado à utilização do veículo com os dois eixos no solo, além de melhorar a dirigibilidade, pela flexibilidade de transformá-lo para a configuração com um eixo trativo somente. Outra vantagem é a redução do desgaste dos pneus, já que ao suspender o eixo, elimina-se o atrito com o solo. “Já estamos em negociação com duas montadoras”, conta Adalberto Momi.

Recuperação do mercado

O executivo, que acumula 40 anos de trajetória na Meritor dedicados principalmente nas áreas de finanças e operação, chega ao posto em um momento em que a empresa enxerga sinais de recuperação no setor de pesados para fornecimento de equipamentos originais. A companhia acaba de contabilizar o melhor mês de maio em volume de produção de eixos dos dois últimos anos e prevê crescimento na produção de caminhões já em 2017.

De acordo com Adalberto, alguns sinais de recuperação da macroeconomia, como a criação de novos postos de trabalhos, além das reformas da previdência e trabalhista, que estão em pauta no congresso, contribuem para esta perspectiva. Aliado a estes indicadores, há também as concessões de aeroportos, a safra agrícola ‒ que deverá chegar a mais de 230 milhões de toneladas de grãos, maior fluxo de veículos pesados pelas estradas pedagiadas, estoques reduzidos das montadoras e uma frota de caminhões Euro III, vendidas em 2011 durante o período recorde de vendas no país que já apresentam oportunidade de renovação.

Gargalos preocupam

 “Estes fatores demonstram que estamos diante de uma tímida retomada do mercado interno de caminhões ainda neste ano e aumento mais sustentável das vendas a partir de 2019. Acreditamos que o volume de vendas irá crescer e apresentar patamares bastante superiores frente aos últimos dois anos” diz Momi. O executivo acrescenta que a crise econômica gerou uma demanda reprimida de compra, o que também deverá favorecer a retomada. “Há alguns gargalos que ainda são preocupantes, como a instabilidade política, dólar instável, frota inativa nos pátios das transportadoras e a dificuldade da reação da cadeia produtiva para o aumento da produção. Contudo, as chances de retomada são grandes”, explicou.

Competitividade

Mesmo com as dificuldades enfrentadas pela indústria nos últimos três anos, a Meritor se preocupou em se adequar ao cenário e garantir produtividade e qualidade em seus processos produtivos. A empresa não deixou de investir em produtividade e eficiência. Prova disso são os cerca de US$ 15 milhões injetados em modernização de processos produtivos na unidade industrial de Osasco, SP, que incluiu a aquisição de robôs.

Para se manter competitiva em um cenário de retomada, a líder em fornecimento de eixos continuará com a busca pela maior competitividade, visando sempre o aumento da produtividade, com a inserção de novas tecnologias, utilização de plataformas globais e custos mais competitivos.

A Meritor também está confiante no mercado de reposição. Nos últimos anos, o Aftermarket vem apresentando crescimento e passou a representar 10% dos negócios no Brasil e a expectativa para 2017 é que chegue a 15%. Para este segmento, a empresa vem se dedicando ao lançamento de novos produtos e soluções.