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O confuso Rota 2030

O programa de balizamento do setor automotivo e desenvolvimento de produtos, tossiu, engasgou, desligou. Dito Rota 2030, para substituir o Inovar-Auto em fim de linha, não conseguiu entrosar-se com sociedade e governo para ser publicado até o último dia 3, para ter vigência a partir de março próximo.

Talvez o não-cumprimento de prazo possa trazer solução aos impasses da importante matéria. Os desentrosamentos ocorreram entre as montadoras e sua associação; desta com o grupo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o MDIC; ambos com a Abeifa, associação de importadores; e entre os órgãos do governo, citado MDIC, e os Ministérios do Planejamento e da Fazenda.

Há que se estranhar a presença destes entes numa questão econômica/industrial como a política do automóvel. Mas são fundamentais, pois por razões não explicadas ou entendidas, o MDIC adotou como base um conceito apresentado no mal fadado Inovar Auto – reduzir impostos ante ganhos energéticos, a redução de consumo. Assim, quer reduzir a 10 pontos os ilegais 30 pontos percentuais aplicados sobre o já elevado IPI dos automóveis importados. E, tratando como benesse democrática e linear, para escapar às críticas da Organização Mundial do Comércio, estender tal acréscimo a todos os veículos vendidos no Brasil, sejam importados ou nacionais! Para reduzir tal aposto, acena com a redução pontual ante o atendimento de metas específicas. Hoje tal desenho concederia redução de 4% aos produtos das empresas cumprindo até 2030 os protocolos acertados para consumo e emissões; 2 pontos ao incremento à segurança veicular; 1 à submissão ao programa de etiquetagem veicular do Inmetro; 3 restantes como incentivo à pesquisa, engenharia e produção no país.

O arrepio com o Planejamento e a Fazenda dizem respeito à parte da redução percentual, por eles considerados como incentivo, rótulo proibido na economia de um país em déficit.

Em meio a tantos grupos de trabalho envolvidos no lapidar de conceitos, aparentemente não se considerou a opinião de outros estamentos da República, em especial aos estados e aos segmentos da mão de obra: aumentar preços dos automóveis não reduzirá vendas, abortando o início da decolagem do setor e seus reflexos de positividade na economia em geral ? não encolherá o ICMS ? a redução das vendas e de produção não dispensarão mão de obra ? E está na hora de desemprego em cascata na cadeia produtiva de veículos ?

Nos rascunhos da estrutura filosófica afastou-se o regime de cotas – atualmente em 4.800 unidades/ano/empresa -, cortado igualmente o adicional de 30 pontos de IPI sobre os importados. Mas no setor vericar-se-á uma incoerência: os carros importados ficarão mais caros. Explicação aritmética: os trazidos do Mercosul ou por acordos comerciais não sofriam a imposição dos 30 pontos adicionais ao IPI. Entretanto com a democratização de nivelamento, elevará o preço de todos, incluindo os importados antes isentos!

O segmento dos importados sem operação no Brasil está alegre. Afinal, os revendedores sobreviventes poderão respirar – antes tinham cotas e vendas mínimas, limitadas pelo super IPI, incapazes de pagar as contas. Mas o efeito Bode-na-Sala tem tal dimensão, que até José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, associação do setor, e da Kia, a marca com maior queda em negócios, concorda plenamente com os 10% adicionais. Gandini é dos poucos importadores preparados para tal convívio: implantou um laboratório de engenharia para sua marca e vender serviços a outros.

Na grande complicação sinalizada pela prometida norma sobra outra dúvida: sem o adicional de impostos, o processo de superficial montagem hoje aplicado a Audis A3 e Q3; BMWs e Minis; Mercedes C e GLA, filhos do Inovar Auto, conseguirá manter-se ou tais operações serão fechadas, mostrando a pouca densidade da regra ora minguante ?

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Autoclasica 2017

Maior evento de veículos antigos na América Latina, o Autoclasica terá impulso na edição 2017. Graças a feriado na Argentina, irá de 13 a 16 de outubro, mantido o local, o Hipódromo de San Isidro, a 50 km da capital portenha. Tem 900 inscritos, destes 300 motocicletas, segmento em grande expansão na mostra, contando com área exclusiva, o Barrio de las motos, com exposição, atrativos, venda de partes, literatura, serviços. Ao lado, sempre impactante feira de itens para automóveis variada em componentes, acessórios, marcada pela rica oferta de literatura. Área esparsa: 9 hectares de exposição.

17a. edição, rica em presença e detalhes, terá como tema principal o 70o. Aniversário da Ferrari, aguardada enorme variedade de modelos da mítica fábrica, incluindo dois exemplares pré expostos no Club de Automoviles Antiguos, organizador da mostra: uma Inter 166/195 e um Dino 246 GT. Ainda o F2004 de Fórmula 1, conduzido por Michael Schumaker em seu último título mundial.

Os 90 anos da Volvo provocarão sólida presença de representantes da marca. Outra comemoração, os 80 anos da categoria Turismo Carretera levará estes peculiares veículos, tão imbricados com a história do automobilismo argentino: cupês aliviados em peso, como os Chevrolet responsáveis pelo surgimento do penta campeão mundial e mito Juan Manuel Fangio. Em termos de antiguidades, além de renca de máquinas a vapor, operacionais, resfolegantes, produzindo ruído e fumaça, o grupo dos Veteranos, com mais de 100 anos, será atração. Dentre estes, um Renault AK 90, de 1907, e o Anasagasti 1912, tratado como primeiro carro feito na Argentina – não o é, mas o Iglesias, de 1907.

Sucesso de participantes, público e a doação da renda de estacionamento a um hospital são indicados como responsáveis pelos preços altos, tanto para o espaço locado pelos expositores, quanto pelas mercadorias à venda. A entrada custa 260 pesos; um choripan, o tradicional sanduiche com linguiça, na edição passada 150 pesos, respectivos R$ 48 e R$ 28.

Autoclasica é o único evento sul americano reconhecido pela FIVA, a federação internacional de antigomobilismo.

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Guillermo Viacava, organizador do Autoclasica

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Roda-a-Roda

Vai ou não ?– Continua a dúvida se a FCA ou partes dela será assumida por empresa chinesa. A FCA não contesta, porém conhecida a gestão da companhia a omissão nada significa: ela capitaliza polêmicas pela imprensa – como a proposta de comprar a GM ou vender a Alfa Romeo à Audi.

Aliás – Neste caminho, seu executivo número 1, brilhante e polêmico Sérgio Marchionne declarou não ver futuro nos carros elétricos, trilha transformada em auto estrada por grande parte dos fabricantes.

Carimbo – No sempre referencial circuito alemão de Nurburgring, o Alfa Romeo Stelvio Quadrifoglio tomou a si a taça de SUV recordista nos 12,9 km, fazendo a volta em sete segundos menos ante o Porsche Cayenne Turbo S. Combinação de menor peso, motor V6, 2,9 litros, dois turbos, 503 cv e tração nas 4 rodas permitiu a surpresa.

Próximo – Pequeno atraso na Argentina postergou produção da versão sedã do Argo, tratado pela sigla interna X6S. Será exibido como pré série ao presidente Macri ao final de dezembro, com lançamento no Brasil em fevereiro.

Antes – O Virtus, sedã construído sobre o Polo, feliz em estilo, sem parecer hatch com um pedúnculo traseiro, sairá na frente: meio de novembro a VW quer apresentá-lo e aproveitar o 13o. salario

Surpresa – Primeiro mês de vendas Renault Kwid surpreendeu o mercado: vendeu 10.358 unidades. Ficou apenas atrás do GM Ônix, superando o Hyundai HB20. Vendeu três vezes mais ante o Fiat Mobi e 400% sobre o VW up!.

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Kwid superou HB20 e é segundo mais vendido no país

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À tona – Em imersão desde forçado a demitir-se por falta de condições de trabalho, Marco Antonio Lage, ex diretor de assuntos corporativos e sustentabilidade da FCA, foi convidado a assumir posto de executivo no Cruzeiro, do futebol mineiro.

Projeto – Acima do imaginado, será  um profissional de renome em negocio em busca de profissionalização. Marco é torcedor a sério. Raposa de pelo grosso comentou à ColunaSerá o nosso deputado. O time já fez incursões políticas, mas foram para as páginas policiais.

Local – MAN Caminhões esclareceu teoria circulando no meio a respeito da origem alemã da cabine dos novos caminhões Delivery. Informou ser trabalho conjunto de designers brasileiros e da matriz na Alemanha, construída aqui. Nova linha inova ao reduzir de porte e tonelagem, nitidamente dirigida às limitações de circulação urbana.

Bônus – KTM disponibiliza seu modelo 390 Duke ABS com desconto especial durante outubro. Reduziu R$ 2 mil no preço final, contendo-o em R$ 19.900 e absorvendo o frete para induzir vendas.

Mais – Estilo Naked, pelado, sem carenagem, chassi em treliça de metal, suspensão frontal Ceriani, e habilidades para ágil uso urbano e em estrada.

Sem noção – Na confusão política instaurada, ano véspera de eleições, tudo o a envolver Câmara e Senado exige cautela pelos contribuintes e consumidores. Pensando em você Senador Ciro Nogueira (PP/PI) escolheu o combustível de seu próximo automóvel: ou álcool ou elétrico. Está em seu Projeto de Lei 304/17.

Sem clareza - Coisa desacorçoada, proibe a venda e circulação de automóveis movidos a combustíveis fósseis. Uma ditadura obrigando consumir apenas carros a álcool e os inacessíveis elétricos.

Na prática – Além da inexistência de álcool para abastecer a frota, e da ausência de carros elétricos ou a capacidade do país em gerar energia, há a se perguntar a quem interessa ou favorece tal iniciativa.

Gente fina – O desvario está para ser relatado pela Senadora Ana Amélia, que é séria. Proteste contra: http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/130612 ou diretamente:O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Boa ideia – Mercedes criou projeto Piloto de Fogão para melhorar qualidade e variedade na comida preparada pelos motoristas de caminhão nas estradas. Montou um trailer com chef, transmite ensinamentos e sugestões. Quer fomentar o relacionamento entre os profissionais e a marca.

Entorno – Faz do negócio uma festa. Leva os topo de linha Actros para test-drive, ônibus com peças originais, re manufaturadas e a linha paralela Alliance. Próximas etapas: 7, 8 e 9 de novembro Posto Marajó Aparecidão, BR 153, km 516, Aparecida de Goiânia, Go, e dias 21, 22 e 23 de novembro, Posto Santa Edwiges, BR 262, km 523 / 521, Luz, MG.

Recorde – PMs paulistanos aprenderam BMW 328i com R$ 7M em débitos de impostos e multas – 1.118! Ford Escort 1996 o supera: 1.788 infrações e R$ 17M em multas.

Conta – Se não houver pagamento carros irão a leilão. Valor líquido apurado será deduzido do montante e pelo restante o estado acionará proprietários.

Desconforto – Ex ditaduras não sabem harmonizar passado e o presente. Brasil criou a Comissão de Anistia para indenizar livremente prejuízos a amplo leque de reclamantes de nem sempre provadas perseguições pelo governo revolucionário.

Lá - Na Argentina colocaram um Ford Falcon 1976 à venda. Carro do Exército, identificado com a repressão, como o foi o GM Veraneio aqui. Imprensa noticiou, Exército e banco encarregados de leilão, o abduziram – sem explicar.

Gente – Ricardo Vitorasso, administrador, ascensão. OOOO Era diretor do consórcio Scania, subindo às vendas de caminhões no Brasil. OOOO Rodrigo Clemente, engenheiro de produção, o substitui. OOOO Ambos já dirigiram revendas da marca, conhecendo produto e mercado. OOOO Barry Engle, presidente da GM na América do Sul, arranjo. OOOO Empresa redividiu o mundo e Ásia, Oceania, Argentina e Brasil formam a GM International, por ele presidida a partir de janeiro. OOOO GM chama os dois países de região Mercosul. OOOO Noção geográfica de multi nacional bem demonstra o apreço pelos mercados. OOOO

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Legenda 03: Mercedes Classe S em carroceria longa, L. Topo

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Mercedes Classe A. No topo

Não é um Mercedes. É Mercedes. É como deve ser visto o novo Classe S, topo de linha do fabricante, rico em equipamentos, incluindo novo motor de elevada eficiência. Para o Brasil virá apenas a versao S 560L, indicando ter mais espaço para os passageiros do banco posterior. Acima, duas possibilidades com versões AMG, o S 63 e o S 65L – este com motor V12, bi turbo, 630 cv.

O conceito de desenvolvimento mirou em fazer o melhor sedã do mundo, baseado em maxima qualidade dos materiais e no processo de construção. Marca-o visualmente nova grade de radiador com três travessas horizontais cromadas e verticais pretas em alto brilho; grupo óptico com três fontes de luz Multibeam Led; novos parachoques dianteiro e traseiro. No interior, no painel, dois amplos displays, cada um com 31 cm, exibindo instrumentos virtuais, permitindo configuração pelo motorista. Há, ainda, head up display, a projeção de informações no parabrisas, à frente do motorista, e as teclas do volante são para deslizar o dedo, como num Smartphone.

Nova motorização é V8, 469 cv e 700 Nm, capaz de desligar 4 cilindros para reduzir consumo e emissões. É 10% mais econômico ante a versão anterior. Nas versões AMG o V8 foi reduzido de 5,5 litros para 4,0 também com dois turbos alojados no V entre as bancadas de válvulas. Faz 612 cv. Na versão AMG S 65, o topo da casa, motor V12 biturbo e 630 cv e poderosíssimos 1.000 Nm de torque.

No rodar confortável, melhorou o sistema de varredura do solo por camera de tv, preparando a suspensão para filtrar as irregularidades. Dentre os sistemas de assistência à condução, dentre os muitos há o capaz de manter distância segura dos carros à frente, o ajuste da velocidade antes das curvas e cruzamentos, e a inclinação da carroceria em até 2,65 graus para o lado interno da curva. Dentre as preocupações de conforto, o banco do motorista avança 7,7cm para a frente, abrindo espaço ao passageiro viajando atrás. O do passageiro bascula e permite criar superfície reta para o ocupante deitar.

Preços, há: S 560L R$ 769.900; AMG S 63 L 4 Matic – tração nas 4 rodas -, R$ 974.900; e AMF S 65 L, R$ 1.166.900

Novo Polo, o arrasa-quarteirão

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Polo, bem formulado, bem construído e a exclusividade do turbo

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Volkswagen formalizou lançamento do Polo, um hatch compacto, até então de processo de fatiadas apresentações à imprensa, e seu lançar marcou início das vendas – 100 unidades compradas no sítio da empresa, logo após a apresentação.

Não é mais um, e sua postura mercadológica tem a pretensão de ser grande cunha para fender o mercado, hoje inexplicavelmente liderado pelo Chevrolet Ônix, seguido pelo Hyundai HB20. Frequenta-o, também, o recém lançado Fiat Argo. Atualizado, o Polo é automóvel bem feito, e relativamente à bem referenciada versão anterior, é mais baixo, tem maiores a distância entre eixos, o porta malas, o espaço interno. Além disto, como se utiliza da mesma e moderna plataforma já aplicada ao Golf e Audis A e Q3, embute importante pacote de segurança com base eletrônica e atrativos de infodiversão. Mais recente em projeto, supera os concorrentes em construção, atualização tecnológica e estilo. No caso tem a liderança de José Carlos Pavone, jovem líder do design da VW. Neste quesito concorre frontalmente com o Argo, único com o mesmo tipo de inspiração construtiva – em termos de qualidade e processos, o Argo é, a grosso modo, uma visão de engenharia e métodos alemães. Nos traços houve a aposição de um largo friso em depressão, arrematado por ponta cromada. Um flexa, rotulou Pavone. Talvez uma versão Janot, apreciador do artefato ...

Por conteúdo, postura, vantagens assistenciais, preços, parece um concorrente devastador no sistema.

Outros pontos

Por razões inexplicáveis alguns órgãos de imprensa tem-no comparado à primeira geração do Polo. Inequivocamente foi produto marcante, promoveu grande mudança nas instalações físicas na instalações industriais da Via Anchieta e, até então, o melhor Volkswagen já feito no país. Problema era preço e o carro com seu bom projeto, boa construção, invejável dirigibilidade, não o tinha competitivo e acabou se estiolando sem renovação.

Aparentemente por ser nome com boas evocações, a Volkswagen o re utilizou, mas não há espaço para comparações. A tecnologia de projetar e construir automóveis avançou mais nas últimas duas décadas ante o século anterior. O Polo atual é incomensuravelmente superior em projeto, materiais, processos, construção – até as chapas de aço e as soldas são diferentes -, tecnologia fundindo mecânica com informática, mão de obra.

Outro aspecto a ser entendido é o fato de o Polo não ser apenas um produto com qualidades para concorrer e superar os atuais líderes do mercado, mas é a bandeira no grande mastro erguido pela Volkswagen para sinalizar o início de enorme mudança interna, na parte física, no aprimoramento da mão de obra, nos acordos de parceria para os próximos cinco anos, até na autonomia de David Powells, presidente. A autonomia conquistada permitiu substituir 11 dos 13 diretores anteriores, e o acaso na forma do escândalo Dieselgate – as emissões diesel superiores ao limite legal – fez demitir o ex-poderoso diretor comercial na matriz. Era a ele, surpreendentemente, a quem se reportava o líder da área no Brasil – direto, sobrepassando o presidente da empresa no Brasil. O curioso processo, manifestação de poder, deu no que deu: gente sem falar, ouvir ou ler em português, distanciamento da rede revendendora, visão torta sobre o mercado nacional e suas peculiaridades. Resultado de tal processo, ter perdido a liderança de décadas.

Outro indicador de mudança está na soma de qualidade construtiva do produto e consideração de importância da segurança para influenciar o comprador. A VW mandou submeter o Polo às avaliações do LatinNCAP, instituto alemão em braço operando no Uruguai, aos testes de impacto para avaliar danos a motorista e passageiros. Teve a maior nota, 5 estrelas, para ambos os quesitos. Para consumidores preocupados com segurança é argumento de peso – em especial porque o líder, o Ônix foi humilhantemente reprovado.

Quem e quanto

Quatro versões:

Simplesmente Polo, motor EA211, três cilindros, 1.000 cm3 de cilindrada, 75/84 cv e 9,7/10,4 m-kfg de torque; câmbio manual 5 marchas. A R$ 49.990;

Polo MSI – motor EA211, quatro cilindros, 1,6 litro, 110/117 cv, 15,8 m-kgf de torque, cinco marchas mecânicas, R$ 54.990;

Polo Comforline/Highline, EA211, turbo, injeção, 116/128 cv, 20,4 m.kgf, câmbio automático de seis marchas. Comfortline a R$ 65.190; Highline a R$ 69.190. Com opcionais arranhará os R$ 74 mil.

Interessado ? Tente uma versão TSI – com turbo. É o grande diferencial, a linha separadora entre carrinho e automóvel.

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Roda-a-Roda

Alfa – Mesmo sem atingir os números de venda projetados com o sedã Giulia e o SUV Stelvio, Alfa Romeo reformará linha de produtos até 2021. Começa ano próximo com versão coupé. Quer concorrer com Audi A5 e BMW 4.

Fica – Outra decisão, manterá a produção artesanal, restrita, dos esportivos C4 fechado e spyder, idem aos já provectos Mito e Giulietta, apenas substituídos por crossover. Também agregará sedã grande. Vinda e vendas no Brasil? Fora da agenda.

Caminho ? –PSA lançará versões totalmente elétricas do Peugeot 208 e do próximo DS3 Crossback em 2019. Anunciou a investidores. Em 2020 o 2008.

Crescer – Lexus, marca de luxo da Toyota, em fase de fixação, amplia rede de revendedores de 13 para 18 e cria linha de financiamento com parcelas contidas e garantia de recompra ao final do financiamento. Arrancada incluiu inaugurar o Espaço Lexus no Shopping Cidade Jardim, um dos mais caros em S Paulo.

Mudou – Ano passado, aproveitando oportunidade futura, Aliança Renault-Nissan assumiu o controle acionário da Mitsubishi de veículos. Agora mudou a logo da operação, empregando apenas o nome das empresas.

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Eu era assim….

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… fiquei assim

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Música – Ford encomendou pesquisa ao Spotify e à Universidade de Nova York para saber se música no carro afeta o humor do motorista. Afeta. Temas tristes ou melancólicos são aditivos de energia com duração de até duas horas. Batida ritmica forte mais sensação de melancholia causam o resultado. Ouça a lista aqui

https://open.spotify.com/user/fordeurope/playlist/7wDem20vUWwgKv7NaohGmF

Mais – Bons resultados não inibem ações da Hyundai para expandir vendas. Viajando no sucesso do SUV Creta fará versão Sport. Motor 2,0, 166 cv, 20,5 m-kgf de torque, entre Pulse Plus 1,6 e Prestige 2,0. Novembro, uns R$ 97 mil.

Fórmula – Como sempre a palavra Sport é associada a arremates pretos, incluindo o couro do revestimento interior.

Fora – E iniciou exportar o Creta com motor 1,6 litro, transmissões mecânica e automática. Agrega negócios com HB20, já enviado a Paraguai e Uruguai. Mercado externo é uma almofada anti crises de produção.

Viva – Chinesa Chery faz movimento para lembrar-se presente. Campanha se denomina Cuidar não tem preço, jogo de palavras para sugerir serviços baratos, inicia com revisão graciosa de trinta itens em trinta minutos.

Mais – Toyota anunciou investir R$ 1B para produzir médio Yaris em sua fábrica de Sorocaba, SP, em um ano. Também aplicará R$ 600M para ampliar operação de motores na paulista Porto Feliz. Em tamanho Yaris fica entre Etios e Corolla.

Mais uma – Mercado mundial de utilitários elevou-se a 14M de unidades, e nele os picapes representam 2,6M, com expansão anual de 5%. PSA – Peugeot, Citroën, DS, Dogfeng – e chinesa ChangAn decidiram fazer juntas modelo para 1 tonelada. Vendas mundiais a partir de 2020.

Ajuda – Transportadores, embarcadores e empresas do setor de transporte, interessados em reduzir volume e gravidade de acidentes, tem ajuda da Volvo. Fabricante de caminhões e ônibus criou o Guia Zero Acidentes, gratuito, baixável pelo portal do PVST em https://pvst.com.br/wp-content/uploads/2017/09/GuiaZeroAcidentes.pdf.

Organização – Dentro de um ano Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, instituirá o Registro Nacional de Gravames – o controle dos financiamentos e sua quitação. Objetiva padronizar o controle e democratizar o acesso: hoje apenas uma empresa detém tal privilégio.

Talento – Felipe Nasr interrompeu a temporada de ociosidade, implantada desde a suspensão de patrocínio da Petrobrás por conta dos cortes na empresa. Dirigirá para a Action Express no norte-americano Campeonato IMSA de 2018, e provas longas, como as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring. Boa notícia. Nasr era um talento em férias forçadas.

História – Lufthansa, alemã de aviação, pediu ajuda ao gaucho Martin Bernsmuller, dono do maior portfolio de prefixos e histórias de aviões: descobrir Boeing 737-200, objeto de sequestro em 1977 entre Palma de Majorca, Espanha, e Frankfurt, Alemanha.

Como - Á época, grupo terrorista palestino tomou a aeronave, levou-a para a Somália, mas não deu sorte: uma tropa de elite alemã invadiu-a, enviando os sequestradores a anteciádo encontro com Alah.

Brasil – O 727 estava abandonado no aeroporto de Fortaleza desde 2009, pertencendo à inoperante TAF Linhas Aéreas. Surpresa, sem chances de recuperação da aeronave, débito crescente ante Infraero, aceitou a inimaginada proposta de venda. Desmontado, o velho avião foi enviado à Alemanha.

– Lá, estacionado num aeroporto, marcando os 40 anos contará a história de maneira épica. Aqui museus são fechados e a administração pública pouco se dá.

Gente – Nelson Piquet, o filho, assinou com a Jaguar para disputar a Formula E – os monopostos elétricos. OOOO Nelsinho foi seu primeiro campeão e Jaguar quer criar campeonato para carros elétricos de turismo. OOOO Alain Tissier, executivo franco-brasileiro, aposentadoria. OOOO Deixará a Renault após 42 anos. OOOO Manter-se-á no país. OOOO Desperdício. Ninguém mais preparado para ajustar a operação com a produtora nacional de Mitsubishis, situação invulgar. OOOO Renault adquiriu a matriz japonesa, mas no Brasil é operação particular e peculiar. OOOO Andreas Marquardt, executivo, transferência. OOOO Era líder dos serviços em mobilidade na Porsche alemã, será presidente da Porsche Brasil.OOOO Nada a ver. OOOO O ex, Matthias Brüch, foi-se levando Kombi antiga. OOOO Se algum dia o Ministério da Cultura ou o da Indústria, Comércio e Serviços abrirem o olho, verão pouco restar do patromônio nacional de veículos antigos. OOOO Tarcísio Triviño, brasileiro, engenheiro, promoção. OOOO Era gerente de pós vendas da Volvo Cars, assumiu diretoria. OOOO Desafio. OOOO Marca Premium sem operação no Brasil, só conquistará clientes se não assustá-los com o preço de peças e serviços.OOOO Brasil os tem, em oficinas autorizadas, inexplicavelmente onerosos. OOOO

Honda Fit se aprimora para 2018

Pela Internet Honda apresentou a linha 2018 para seu bem sucedido Fit. Uma espécie de Geração 3 e ½, identificada visualmente por alterações nos para choques, faróis e grade frontal. Mudança principal, relatada na Coluna passada, foi o incremento em itens de segurança usuais a versões de maior hierarquia. Segue o caminho traçado nos modelos equivalentes nos EUA e Europa.

ESP, iniciais do sistema de controle de estabilidade; o TC, controle de tração – artifício faz a transmissão arrancar em marcha fraca para evitar patinagem -; o manjado assistente de partida em rampa, o Hill Holder; e luzes de freadas emergenciais, são itens eletrônicos cujo crescimento na escala de uso permite reduzir preços e tornar-se atrativos mesmo ante o lento crescimento de aceitação e demanda pelos clientes brasileiros. A postura mercadológica pelo emprego de itens eletrônicos de segurança talvez encontre justificativa ante as exportações para a Argentina. O aliado do Mercosul pressiona o governo brasileiro para exigir o ESP nos produtos nacionais – o Brasil remancha, titubeia, engasga para regulamentar a obrigatoriedade. Somos lentos em adotar legislação pró segurança.

Versões

São quatro degraus de conteúdo e preço, mas há padrão básico: parte dos equipamentos listados, o pequeno motor L4, 1,5 litro, i-VTEC, variador de sincronia e abertura das 16 válvulas, 116/115 cv com gasálcool e álcool, flex; transmissão automática CVT, com polias variáveis; novo sistema de direção elétrico; freios ABS, o sistema anti bloqueio -, com EBD, distribuidor eletrônico da pressão hidráulica forçada pelo pisar no pedal do freio. Em segurança, cintos com ancoragem em três pontos para todos os passageiros, e fixadores Isofix para cadeirinha infantil.

A tecnologia vem-se democratizando, como exposto na escalada de conteúdo. Na versão básica DX, exceção está no uso de quase órfã transmissão mecânica de 5 marchas – um mico ‘a hora da revenda, e obrigatório par de almofadas de ar frontais. Versões superiores, transmissão automática por polias deslizantes, o sistema CVT, com simulação para sete marchas, com acionamento por alavanquinhas sub volante. Na EX, além das bolsas de ar frontais, também as há laterais. Em seguida EXL amplia o oferecimento com bolsas laterais tipo cortina, totalizando seis unidades. Nas duas versões superiores, ar condicionado digital.

Topo, a EXL contém novo módulo multimídia com conexão para SmartPhones Apple Car Play e Android Auto.

A novidade fica por conta da versão Personal, partindo de R$ 68.700 e permite a combinação de equipamentos pelo consumidor, optando por um item, sem pagar por todo pacote de versão superior. 

Quanto custa

Versão

         R$

DX

58.700

Personal

68.700

LX

70.100

EX

75.600

EXL

80.900

Novidade é a versão Personal, admitindo escolha pontual dos itens sem a necessidade da compra de pacote completo. Experiência à busca de resultados.

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Fit 2018, sutis mudanças, maior conteúdo

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TVR Griffit surpreende mantendo tradição

Fazendo surpresa, inglesa TVR apresentou seu novo modelo, o Griffith. Esportivo, motor entre eixos dianteiro, Ford V8 com 500 CV, com baixo peso, consegue excepcionais resultados: acelera de 0 a 100 km/h em menos de 4 s e supera os 320 km/h em velocidade final. Surpresa está no fato de todo o leque de marcas da indústria automobilística britânica, uma das maiores do mundo até a II Guerra Mundial, hoje estar resumida a dois fabricantes com grandes carros e pequenos quantitativos. A TVR, quase desaparecida, depois vendida ao russo Nikolay Smolensko, foi recomprada por grupo britânico. Construiu nova fábrica, formulou novo produto, pequena capacidade de produção, 500 unidades anuais. Outra, a MacLaren, mesmo diapasão, mas apta a entregar 3.000 unidades/ano. Marcas inglesas, outrora míticos exemplos de britanicidade são comandadas por capital estrangeiro: Rolls-Royce, BMW; Bentley, Volkswagen; Jaguar Land Rover, da indiana Tata; Mini, BMW; Lotus, investimento malaio...

Projeto para performance, emprega materiais leves para estrutura e carroceria, muito compósito em carbono, aço e alumínio colados sob pressão, consegue segurar o ponteiro da balança em 1.250 kg. É mais leve e menor ante concorrentes Porsche 911, Jaguar F Type e Aston Martin Vantage.

Projeto primoroso com apoio da Gordon Murray Design, autora do projeto da Mc Laren, motor Ford Coyote V8 5 litros desenvolvido pela Cosworth, aspirado produz 500 saudáveis e longevos cavalos, com a característica de durabilidade, aversão a oficinas, e grandes intervalos entre revisões. Entre eixos dianteiro permite excepcional distribuição de peso, sonho de qualquer projetista: 50% em cada eixo. Tração traseira, transmissão de seis velocidades.

Aerodinâmica privilegiada para estabilidade e refrigeração dos freios. Rótulo principal, deve ser visto como o último grito de uma tecnologia em descenso, a dos carros puramente movidos por motor a combustão interna, sem engenhos elétricos para hibridizá-lo.

Série de lançamento, a Launch Edition, porta revestimento em couro; rodas leves em desenho especial, pintura exclusiva, grande painel incluindo tela por toque, e botão de arranque imitando os utilizados nos jatos disparadores de foguetes, com pequena tampa a ser basculada para permitir premer o botão.

Projeto, charme, quase exclusividade não custam caro neste universo de carros personalizantes e de performance: 90 mil libras – uns R$  381 mil. Caro ? Não, em tempos de Lava Jato, merreca. As malas do importante Dr. Geddel permitiriam para comprar  133 Griffith, quase 4 meses da produção do automóvel, e surfar entre seus fiéis eleitores baianos. 

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TVR Griffith, surpresa inglesa. Barato: 0,138 Geddel

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Roda-a-Roda

Pesquisa – Fiat desenvolve soluções para manter a liderança do Strada dentre picapes pequenos. Uma delas, preservar a plataforma atual, resistente, testada, trocando a cabine por outra. Uma das possibilidades, a do Mobi. Questão é segurar custos para evitar concorrer com o Toro, líder na categoria superior.

Ajustes – Nas adequações sugere-se contrair a relação de versões, limitando o Strada a duas portas e poucos equipamentos. E simplificar o Toro para reduzir preço e conquistar clientes dos Strada das antigas versões mais equipadas.

Conforto - Citroën confirmou lançamento próximo dia 10 da van Jumpy, montada no Uruguai, objeto de informações na Coluna  1117, aos  15.março. Formato inicial de furgão – após, passageiros -, e característica principal e diferenciativa do projeto é um olhar automobilístico sobre a ergonomia, a posição de conduzir, comandos, e os dois passageiros. Quer destacá-lo como o de maior conforto para usuários – motorista e auxiliares – ou caronas.

De volta – Da Coréia SsangYang confirmou volta do país. Como Coluna informou anteriormente, retorno será através de polivalente Venko, responsável pela chegada da chinesa Chery ao Brasil – após a marca chinesa assumiu a operação. Importações a partir do cancelamento do super IPI. Representação com prazo de 10 anos. Produto inicial, inescapável SUV.

Vantagem – Governo Federal baixou Medida Provisória satisfazendo concessionárias das estradas. Os investimentos nas vias – obras de arte, duplicação, etccc – não cumpridos nos últimos 5 anos terão mais 9 para ser viabilizados.

Razão - Generosidade dar-se-á com o dinheiro do usuário, pois a tarifa cobrada para cobrir os investimentos não realizados, em vez de ser suprimida, será mantida. Há triste frase a definir nossa concessiva estrutura legal: no Brasil quem faz a lei é a mãe do bandido.

Congraçamento – Ante a evidência de serem poucos os usuários a ter utilizado veículos com tração 4x4, marcha reduzida, aptidões fora de estrada, Troller aproveitou a boa experiência da Mitsubishi com provas reunindo proprietários da marca.

Caminho – Juntou clientes para amplo passeio pela Serra da Canastra, MG, com duração de quatro dias, por trechos para uso das habilidades dos veículos, mesclando turismo e aventura. Quer repetir e reunir 500 Trolleiros em Campos do Jordão, SP, novembro. Tens Troller? Estás afim ? www.troller.com.br.

Boa idéia – Jornalistas Scheila Canto e Paulo Cruz realizam segunda edição do Salão do MiniAutomóvel, interessante mescla de automóveis em várias escalas, desde 1:87 até 1:1, no caso Nissan GT/R e Chevrolet Camaro.

Fórmula - São mais de 4.000 unidades dos modelos em escala. Caminho novo ao juntar carrinhos de brinquedo e de verdade, com apoio dos fabricantes. No Shopping do Bosque, até set.24, Campo Grande, MS.

Ampliação – Toys for Boys Brasil, importadora de brinquedos para homens, ampliou linha de produtos. Além de automóveis esportivos, aeronaves e iates, traz, sob encomenda, lanchas Tigé.

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lancha Tigé, brinquedo de homens

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Fórmula 1 – Mudanças redesenham a principal categoria do antomobilismo:

União Mc Laren Honda abriu. Equipe inglesa utilizará motores Renault. O asturiano Alonso permanecerá na equipe;

Toro Rosso com Honda – Parece um meio termo para negócio maior, fornecer à controladora Red Bull em 2019;

Sainz Jr saiu da Toro Rosso, indo para a Renault;

Kubica não irá para a Renault. Piloto finlandês procura equipe;

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O P1800 antes de da. Gordon ter-lhe moído o motor

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Recorde – Irv Gordon, 79, ex professor de Nova Iorque, coleciona recorde sempre aumentado, o de ter dirigido a maior quilometragem, num mesmo carro, em uso privado. Com Volvo P1800 de 1966, sólido e charmoso sueco recém completou 5M de Km, e no período retificou-o apenas duas vezes. Um recorde.

Celebridade – Transformou-se em referência para recomendar cuidados, manutenção em oficina autorizada, lubrificante indicado pelo Manual, de qualidade e troca nos intervalos nele indicados pela fabricante.

Mas – Porém, todavia, entretanto, sempre os há, o até então indestrutível motor do Volvo não resistiu ao descompromisso feminino. Razão descoberta pelo velho mecânico do automóvel, Da. Gordon, também provecta condutora, não soltou o freio de mão; rodou até queimar as lonas de freio; forçou o motor até debulhá-lo. Problemas não são solitários: ao saber da notícia, o velho mestre enfartou.

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One, um passo acima

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Concept One. Mercedes-AMG escreve o manual dos Hypercars

Mercedes-AMG surpreendeu o mundo apresentando seu novo ponto de exclamação, o Concept One. Mescla tecnologia de carros da Fórmula 1 com as mais recentes conquistas de tração elétrica. Resultado prático, um gran turismo classificado como Hypercar, muito acima dos concorrentes escreve as regras para a nova categoria.

Três motores elétricos – 120 KW, 160 cv em cada roda frontal, o terceiro tocado pela ponta do virabrequim do motor entre eixos traseiro – ciclo Otto, V6, 1,6 litro, o dos carros da Mercedes na Fórmula 1. Limite de giros e potência reduzidos relativamente aos carros de competição para oferecer durabilidade e confiabilidade ao uso nas ruas e estradas, e o turbo passou a ser elétrico, um motor com 80 kW – uns 107 cv - novo caminho para este soprador de potência.

Confiança patente, após longos 50 mil km motor e câmbio são retirados e, como nos Fórmula 1, inteiramente desmontados para aferir desgaste.

O Concept One, nas palavras de Thomas Moers, CEO da Mercedes-AMG, é o primeiro automóvel a tornar a tecnologia de Fórmula 1 utilizável nas vias, e a tomada de ar do motor expõe tal herança. O comportamento dinâmico também busca semelhanças. Com mais de 1.000 cv de potência, o conjunto de quatro motores o impulsionam do Zero aos 200 km/h em menos de 6s – o Bugatti Chiron, com 1500 cv fazem 6,2s; velocidade final de 350 km/h. Transmissão para as rodas traseiras, com 8 marchas, embreagem por monodisco seco. Dianteira por tração elétrica.

Outros dados: supera os Fórmula 1 em estabilidade; suas baterias pesam 100 kg; marcha lenta reduzida de 4.500 rpm para 1.100 rpm; funciona com gasolina de 95 octanas, como a Podium nacional; usa pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 285x35x19 à frente e 335x30x20 atrás. Projeta-se a construção de 275 unidades a US$ 2,7M – uns R$  8,4M - na Inglaterra, onde produzido.

Não é apenas um degrau acima do pico dos esportivos, mas bandeira para exibir tecnologia a migrar para os futuros AMG e Mercedes.