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Fiat Cronos. Quanto ?

Próximos dias Fiat iniciará vender seu mais novo produto, o sedã três volumes Cronos. Utiliza parte da base mecânica do Argo, itens de decoração já comuns à linha FCA, como Fiat Toro e Jeep Renegade, e será produzido na fábrica de Pacheco, Argentina, e da qual o Brasil representará projetados 50% do volume de vendas. Sedã com cuidado trabalho de desenho liderado por Peter Fassbender, substitui os sedãs Linea e Siena, objetivando ser um dos principais concorrentes do sub segmento dos três volumes de pequenas dimensões, concorrendo com Chevrolet Prisma, Honda City.

Motores 1,3, 8v, 99cv e E.torQ 1,8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades e automática Aisin com seis. Em 2019, motor 1,5 Turbo, atualização do 1,4 turbo pioneiro no segmento, e três versões de equipamentos, sendo a mais elevada a Precision, com motor 1,8 e transmissão automática. Intermediária, a Precision com caixa de marchas mecânica, e versão de entrada Drive, motor 1,3.

Para mercado brasileiro projetam-se preços entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

Surpresa

Na apresentação na Argentina, onde será produzido: ante a presença de Maurício Macri, presidente do país, Stefan Ketter, brasileiro, CEO da FCA para a América Latina, Vice Presidente mundial para construções e sistemas de manufatura, surpreendeu. Não leu seu discurso impresso em espanhol, idioma local, do presidente argentino, mandatória pelas regras de cerimonial.

Fez curiosa escolha. Desprezou o inglês, de trato universal, e adotou expressar-se em italiano, da origem da FCA e de Cristiano Rattazzi, presidente da FCA no país. O eng. Ketter é um homem de surpresas.

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Fiat Cronos

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Roda-a-Roda

Marcha a ré – Anos após assumir a Daewoo, aproveitar projetos, instalações e talentos para produzir carros com sua marca na Coréia do Norte, GM resolveu fechar uma das plantas. Razão, queda de 20% de demanda, produção e desequilíbrio nas contas.

Momento -Tempos atuais não permitem jogar prejuízos para compensações futuras. Por esta razão livrou-se de antigas associadas Vauxhall, inglesa, e Opel, alemã, passando-as à PSA – Peugeot-Citroën-DS.

Citroën – Argentino sedã C4 Lounge será mostrado à imprensa brasileira nas próximas semanas. Mudanças estéticas frontais, tipo intervenções padrão para marcar o segundo ciclo do modelo: grade, farois, para choques. Atrás, lanternas.

História – A nova feição não é novidade, pois foi desenvolvida para o modelo chinês, lançado há um ano. Carro injustiçado, bom conteúdo, bom preço, porém vendas inferiores às suas qualidades.

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Citroën C4 Lounge

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Ajuda - Ford incluiu versão especial no leque para o EcoSport 2019. Chama-a SE Direct 1,5 AT. Mistura alfa numérica quer dizer construção e equipamentos direcionados a clientes com necessidades ou proteção especial, ou frotistas. Preço pela isenção de impostos é de R$ 68.690.

E ? – Na porta da fábrica SE é interpretado como Sem Equipamentos, copiando versão pelada dos cupês Dodge Dart em 1973; ’74; e ’75. Econômico em equipamentos para incluir como itens de série direção assistida, ar condicionado, transmissão automática com seis velocidades e conversor de torque; controle de estabilidade, central multimídia.

Humor negro – Há, também, a Assistência de Emergência, fazendo ligação direta para o SAMU em caso de acidente com acionamento das bolsas de ar ou corte da bomba de combustível. Idéia boa em país desenvolvido e responsável, risível no Brasil.

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EcoSport Direct, clientes especiais

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Elétrico – Nunca identificada com tecnologia de ponta, e lembrada pela baixa autonomia de seu modelo híbrido Volt, Chevrolet mudou o foco: desenvolveu carro médio elétrico, o Bolt.

Caminho – Enquanto o Volt apresentava comportamento criticável, o Bolt muda a figura. Tem medida para competir no segmento norte-americano de entrada, 4,16m de comprimento, e 200 cv de potência, e 350 Nm de torque. Arranca aos 100 km/h em 7 s, atinge 156 km/h como velocidade de pico. Ponto principal, oferece autonomia em torno de 383 km.

Surpresa - Carlos Zarlenga, argentino, CEO da companhia para a América Latina, anunciou à conterrânea Agência Télam não se surpreender se antes do término da década a companhia anuncie produzir carros elétricos no Mercosul.

Onde – Se incentivos federais e estaduais forem idênticos aos obtíveis no Brasil, deve-se entender a Argentina como dotada de amplas chances para a iniciativa, por deter parcela importante na decisão, suas reservas de lítio. É o metal aplicado na nova tecnologia das baterias.

Aqui – Mercado brasileiro vê ampla liderança dos Toyota Prius, e assiste gestões da Toyota para incentivos à produção.

Ampliação – Não só de vender carros novos vive uma fábrica de carros novos. PSA, de Peugeot, Citroën, DS, adentrou no mercado de oficinas de reparos, e adquiriu a chinesa Jian Xin, distribuidora de peças.

Porte - Vende anualmente mais de 5 milhões de partes das principais marcas mundiais de veículos. Mercado chinês tem mais de 130 milhões de automóveis.

Tempo – Salão do automóvel de Genebra, março  07 - 12, um dos mais interessantes do mundo, terá estande da fabricante de relógios TAG Heuer. Nele, carros de corrida, a lembrança de ter sido a primeira do ramo a patrocinar piloto na Fórmula 1, no caso Jo Siffert, e re lançará o modelo Monaco e sua opção de botão de corda à esquerda.

Passeio – A fim de giro pela Itália, visitando a essência do espírito e do design de carros esportivos de estirpe? Agência organiza viagem de 11 dias, desde o Lago Como – onde se realiza o talvez mais elegante encontro de antigos -, e se encerra em Modena, terra da Ferrari e do mítico restaurante Cavallino Rampante.

$ ? – Ferrari, Lamborghini, Maserati, Pagani, Pininfarina, Zagato, Italdesign, Leonardo Fioravanti, fábrica de rodas Borrani, das malas Schedoni, coleções, oficinas de restauração. Programa intenso aos do ramo. Preços US$ 12.600 dupla. U$ 8.800 single, ônibus interno, chegada e saída do aeroporto de Malpensa, entre Turim e Milão. Mais? http://www.carguytour.com/sept-car-guy-tour-fca-edition/    

Atividade – Á frente do negócio e como guia turístico, Frank Mandarano, agitador, criador do Maserati Club of America e organizador do Concorso Italiano, mostra de veículos da Itália, na Holly Week – terceira semana de agosto -, onde pontifica o Pebble Beach Concours d’Élegance. Um Car Guy.

Gente – André Molnár, 35, executivo, motociclista, ideal. OOOO Novo gerente de Marketing e Comunicação da Triumph, de motocicletas. OOOO Larga experiência, sólida base acadêmica, trabalhava na Audi. OOOO Trabalhar com o que gosta é diversão remunerada. OOOO

Citroën faz festa na Rétromobile

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O setentão 2 cv

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Festa maior do antigomobilismo francês, a Rétromobile, fevereiro 7 a 11, na referencial Porte Versailles, Paris, reúne o finor do colecionismo de automóveis antigos: venda de peças e acessórios para as provectas máquinas, literatura nova e antiga, e marcante leilão tocado pela Artcurial. É o maior evento francês na especialidade, e uma das referências europeias no setor.

Citroën aproveitou a ocasião, levou automóveis antigos para assinalar sua presença e, ante ocasião para festejos, lançou garatéias ao espaço histórico: dois de seus produtos icônicos tem comemoração neste ano. O mítico 2 CV marca 70 anos, e sua versão aventureira, o Méhari, meio século. E iniciou preparar festejos para sua festa maior, o centenário em 2019.

Coisa ampla, empresa arrematou com novidade de poucos conhecida: um dos quatro remanescentes do Projeto TPV – trés petite voiture -, a origem do 2 CV de produção abortada pela II Guerra Mundial.

Em 1948, pós Guerra em uma Europa devastada, a Citroën apresentou o 2 cv no Salão de Paris. De aparente surpresa, o curioso veículo logo mostrou seu brilho: era prático, com portas destacáveis, formas arredondadas, pequeno motor de dois cilindros, dianteiro, caixa de marchas comandada por alavanca no painel. Um exemplo de simplicidade genial. Por trás de sua criação, o engenheiro André Lefebvre – pai de quatro veículos marcantes: o Traction, no Brasil conhecido como 11 e errôneamente tratando-o como Ligeiro; seu genial sucessor ID e depois DS; o 2 CV; o furgão H. Junto, o escultor Flamínio Bertoni. Conseguiram criar veículos díspares, porém no pico máximo da utilidade.

Era o carro ideal para o pós Guerra, servindo ao agricultor para levar família e cargas; da professora; do padre. Econômico, fácil de operar e manter, refrigerado a ar, criou um mito, superando 5,1 milhões de unidades em 42 anos em fabricação – 1948-1990. Mereceu, até, produção independente na Argentina como 3 cv.

Em 1968, em meio aos protestos de jovens por liberdade numa surpreendida Paris, Citroën apresentou o Mehari. Era tão inovador em criatividade, materiais, uso e proposta quanto o 2 cv. Não era substituto, porém versão com pretensões esportivas. Carroceria em plástico ABS, como disse a Citroën em descrição muito própria em adjetivos, dava-lhe aparência fresca, desinibida, despretensiosa, rompia os parâmetros dos conversíveis da época. Pouco dinheiro para comprar e usar, um jato d´água para lavar, e a característica ímpar de andar ‘a beira mar sem sofrer oxidação. Sucesso popular.

Arte

Dada a sólida identificação dos automóveis com gerações de franceses, Citroën encomendou duas obras de arte a Stéphane Gillot, diretor de TV com hobby de reviver o imaginário em torno de objetos industriais do passado, exibindo sua visão sobre o Méhari e o 2 CV. Citroën expôs também o novo C3 Aircross e incentivou presença de clubes de marca.

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Méhari, ícone jovem

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Roda-a-Roda

Dupla aptidão – Porsche iniciou vender nova geração de seu Panamera, dita Sport/Turismo: características esportivas em sedã. Três versões: 4E – Hybrid, R$ 529.000; Turbo, R$ 988.000; Turbo S E-Hybrid R$ 1.212.000. Híbrido é substancialmente mais barato por não pagar imposto de importação.

Mais – Opção de bancos para dois ou três passageiros atrás; carroceria longa em versão Executive; maior capacidade no porta malas, tipo viagem familiar com espaço e performance.

Nova rodada – Segunda geração do sedã Honda City implementou visual trocando para choques, grade frontal, grupo óptico para marcar modelia e dar impressão de maior volume ao pequeno sedã.

Foco – Objetivo é mostrar-se mais equipado em relação aos novos concorrentes no segmento, Fiat Cronos – a ser lançado dia 21 -, e VW Virtus entrando em vendas – e daí implementar conteúdo, e abrir leque para cinco versões e preços.

Dentro – Ampliou equipamentos como trancas e vidros elétricos, ar condicionado, direção também elétrica, ar condicionado digital para as versões superiores, e quatro bolsas de ar frontais. Motorização padrão, quatro cilindros, 1,5 litro, flex, até 116 cv. Transmissões mecânica ou CVT de cinco velocidades.

Quanto – DX, transmissão manual: R$ 60.900,00; Personal, para clientes com necessidades especiais, CVT: R$ 68.700,00; LX - CVT: R$ 72.500,00; EX - CVT: R$ 77.900,00; EXL - CVT: R$ 83.400,00.

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Novo City

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4x4, Auto – Para tornar o EcoSport mais competitivo Ford formulou versão Storm com solução exclusiva em sua faixa de preço: tração quatro rodas auto aplicável e transmissão automática com seis velocidades. Motor 2,0 Duratec, 176 cv, mais potente na cilindrada. Suspensão independente nas 4 rodas.

Mais – Atenção para cuidados na decoração, grade frontal identificativa, embora com aspecto camional, e trato interno com couro, revestimento do painel macio ao toque, frisos acetinados, laranja. Preço competitivo: R$ 99.900.

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Storm, a volta do Eco 4x4

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Trilha – Na Europa nova versão do Ka, aqui apresentada como Freestyle – nome de série especial do EcoSport, transfpr,Ada em versão -, será chamada Ka+ Active. Será versão mundial, aqui em junho.

Logística – Fiat adiou e depois mudou local de apresentação do novo sedã Cronos, trazendo-o de Córdoba, Argentina, para a Barra da Tijuca, RJ. Descomplicou. Malha aérea para levar passageiro de fora de S Paulo à cidade argentina exige passar por Guarulhos, SP, e Santiago, no Chile. Dias 21 e 22.

Questão – O Cronos será feito em Córdoba, mas tem engenharia brasileira liderada por Claudio Demaria, o número 1 da área a partir de Betim, MG, e o Brasil será seu maior comprador, absorvendo metade da produção.

Projeto - Cristiano Rattazzi, sempre no. 1 da Fiat Argentina, grandes planos: exportar ao México parte dos 50% sobrantes. Sem o nome Fiat, mas Dodge. Segue o caminho do picape Strada, exportado como RAM 750.

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Fiat Cronos

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Enfim – Volkswagen acertou data de apresentação de seu picape Amarok com a novidade do motor V6, 3,0, diesel: 23 de março. 

Números – Abeifa, associação dos importadores de veículos, exibiu 2.422 unidades licenciadas em janeiro. Na dança das estatísticas, crescimento de 24,5% relativamente aos números do primeiro mês de 2017. Parece bom, porém menor 27,1% ante os números de dezembro. Setor mantém o otimismo da venda de 40.000 unidades durante este exercício.

Espelho – Veículos importados deveriam cumprir função institucional de balizar o mercado ao permitir comparação entre produtos estrangeiros e os nacionais. Mas isto não ocorre. Os importados custam mais caro se comparados com nacionais do mesmo porte, e assim mercado se restringe aos publicitariamente chamados Premium, os melhor equipados e mais caros.

… - Considerando as marcas sem operação local, trazidas por representantes, sua presença no mercado é pífia: 1,3%.

Surpresa – Curando as feridas causadas pela retração de mercado – que falta de saudade da Presidenta e seu governo desgovernado -, Mitsubishi surpreendeu-se com premiação. Do sítio Reclame Aqui ganhou a láurea RA 1000, como empresa de mais rápido atendimento para sanar reclamações de clientes. É a primeira fabricante de veículos a receber a láurea.

A Sério – GM quadruplicou sua fábrica de motores em Joinville, SC. Passou de 15 mil para 61,8 mil m2 de área coberta, ampliando capacidade produtiva de 120 mil para 420 mil motores.

Razão - Catarinenses agradecem novos empregos aos sindicatos do Vale do Paraíba, SP, onde movimentos grevistas convenceram a GM a buscar operação distante, porém sem maiores sustos.

Costumes  – Decisão histórica da Arábia Saudita permitindo a mulheres dirigir, abriu novo mercado mundial. Nissan inaugurou temporada de conquistas com vídeo no qual incentivam mulheres a experimentar condução instruídas por parentes. O vídeo pode ser encontrado no link My.Nissan/She-Drives.

Ecologia – No Distrito Federal, dentro de um ano, os lava-jato não poderão utilizar água na limpeza dos veículos, apenas produtos ecológicos. Medida é a Lei Distrital 6,089/18, já contando prazo.

No Girls – Moças bonitas posando junto a carros de Fórmula 1 serão referências do passado. Liberty Media, atual controladora dos direitos da categoria, buscando meios de atrair maior atenção às provas, mudou o sistema.

But Kids – Em seu lugar, jovens pilotos de fórmulas inferiores e karts. Justificativa, divulgar o automobilismo e festejar os melhores pilotos – na cadeia aspiracional ‘a Fórmula 1, pico do automobilismo de competição.

Pode ser boa solução institucional, mas na plasticamente …

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Fórmula 1. Clube do Bolinha

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Gente – Charles Marzanasco, jornalista, 25 anos na assessoria de imprensa da Audi, detentor da cultura da marca no Brasil, saiu. OOOO Tim Kunisis, 51, executivo, novo presidente das marcas Maserati e Alfa Romeo. OOOO FCA entende completo o projeto básico de refundação das marcas com novos produtos. OOOO Enfatizará vendas nos EUA e produção SUVs, como o Maserati Levante e o Alfa Stelvio. OOOO

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Curitiba, durante cerimônia com o governador do Estado do Paraná, Beto Richa; Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina; e Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil.

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Renault investe na produção de motores 

Crescimento sustentado no mercado brasileiro e América do Sul levaram Renault a investir R$ 750 milhões em duas fábricas dentro de sua área industrial em São José dos Pinhais, Pr. A Curitiba Injeção de Alumínio, mobilizou duas mil pessoas em equipes em 11 países, aplicou R$ 350 milhões, recebeu equipamentos e tecnologia para incrementar a produção de blocos, por injeção de alta pressão, e baixa pressão para fabricar cabeçotes SCe do motor 1,6.

O êxito no emprego dos motores 1,0 SCe e 1,6 SCe, caracterizados por baixo consumo de combustível, e ótimo torque em baixas rotações, sua perfeita adequação à variada linha de produtos justifica a aplicação de R$ 400 milhões na Curitiba Motores, CMO.

Renault tem planos de maior penetração nos mercados nacional e nos vizinhos da América Latina, e dispor de capacidade industrial é fator preponderante. A CMO já produziu 3,5M de motores, exportando 1,4M. A unidade industrial contempla novas linhas de usinagem para motores, e virabrequim em aço para os motores 1,6 SCe feitos em casa, e  cabeçotes produzidos na vizinha CIA. Na grande equipe montada mundialmente chama atenção a participação dos técnicos e engenheiros da Renault Sport, cedendo tecnologia ESM – Energy Smart Management -, e a bomba de óleo com vazão variável para reduzir consumo, tecnologias absorvidas de sua equipe de Fórmula 1.

Luiz Pedrucci, presidente após larga carreira na empresa, crê na disponibilidade das novas capacidades para aumentar a competitividade e aumentar o índice de produção local. Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina, vê o investimento como incontestável prova da crença no país, sua recuperação econômica, e a importância estratégica para crescer vendas na América Latina.

Renault fará inauguração formal das novas unidades dia 06 de março.

Registro: há 132 anos surgia o automóvel

Esquisito, tipo cruza de triciclo com carroça, soluções mecânicas hoje risíveis, feito em ferramentas primárias, este é o veículo auto móvel patenteado pelo engenheiro Carl Friedrich Benz aos 29 de janeiro de 1886. Foi a primeira patente para um, digamos com boa vontade, automóvel movido por combustível de nome e funções estranhas, o Lidoin, derivado de petróleo empregado em limpeza doméstica.

Patente levou o número 37.435, concedido à Fábrica de Motores a Gás Benz & Cia, nome pomposo para pequeno negócio de sobrevivência familiar.

Benz não foi o primeiro a fazer um veículo apto a mover-se por seus próprios meios, tocado por um motor de combustão interna, mas o organizado técnico a buscar patenteá-lo. Antes,  Siegfried  Markus, da Áustria, havia produzido aparato idêntico e com aparência mais automobilística relativamente ao triciclo Benz.

A organização de Benz e a expedição da patente dão-lhe o merecido título de Criador do Automóvel.

Questão básica era o fato de os motores serem muito pesados relativamente à potência produzida, comprometendo rendimento. Assim, outro alemão, ainda contemporâneo de Benz, um certo Gottlieb Daimler, fazia-os para aplicações diversas, demorando a faze-lo chegar a veículos leves, como um arremedo de motocicleta e a aplicação num veículo de quatro rodas.

Outro fato era a recenticidade da criação dos motores. Francês Etienne Lenoir fez um engenho com tal DNA, orginalmente para consumir gás – como eram os motores  com aplicação industrial também produzidos por Benz, e um alemão, Nikolaus Otto deu a diretriz ao alterar o ciclo operacional comprimindo o gás combustível, obtendo rendimento muito superior – e traçando o rumo dos motores de combustão interna, princípio vigente até hoje.

Curioso na história, o invento de Benz foi visto com susto tanto pelo insólito da proposta, quanto pela forma e,  mais, pela ausência de escapamento, o funcionamento com enormes ruídos, espantando animais. Foi sua mulher, Berta, com os filhos mais velhos, em viagem até a casa de seus pais fez, sem saber o primeiro teste, aferiu os pontos fracos, chamou enorme atenção, ganhou espaço nos jornais, apresentou o produto e provocou vendas.

Como referência, apesar de as empresas terem juntado conhecimento, meios, capitais, Daimler e Benz não se conheceram.

Para ilustrar a história, a Mercedes-Benz ainda produz, em pequenos lotes e de tempos em tempos, unidades do Patent Wagen.

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O Patent Wagen ....

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.... e sua Patente

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Rota 2030: Toyota sai na frente

Em meio às definições dos caminhos da indústria automobilística a ser traçados pelo projeto Rota 2030 para os próximos 12 anos, a Toyota se adianta. Marca entende as dificuldades dos órgãos do governo para se ajustar em torno de propostas para assegurar crescimento, ganho de tecnologia construtiva, redução de consumo e emissões, e definições para o futuro, incluindo apontar caminhos e soluções para o uso de combustíveis renováveis.

Para assumir posição de referência, tem argumento de peso, o crescimento de vendas de seu híbrido elétrico Prius, de maiores vendas e estrutura no país. Saltou de 485 unidades em 2016 para 2.470 ano passado, graças a trabalho profissionalmente dirigido: envolvimento da rede de concessionários, redução de preços, situando-o pouco acima do Corolla. Cercou o consumidor com certezas de manutenção, garantia e fez crescer o valor de revenda.

Nas definições para os próximos anos, empresa, junto com outros interessados, conseguiram sensibilizar o Ministro Marcos Jorge de Lima, do MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços -, a adotar e antecipar medida incluída na estrutura do Projeto Rota 2030: a aplicação de IPI idêntico à tributação dos carros 1,0 – 7%. Com isto preços reduzir-se-ão e competitividade aumentará.

Medida tem início de vigor previsto para março, coincidindo com efeito-demonstração ora em aviamento pela Toyota, investindo para transformar o motor do Prius em flex, apto a operar com álcool.

Segundo a Toyota, no projeto de adequação do híbrido ao uso de etanol, combustível renovável gerando eletricidade, carro será recordista no cumprimento aos desejos dos órgãos federais, ao emitir a menor quantidade de CO2, enorme conquista para o meio ambiente, uma evolução decisiva o Brasil, como enfatiza Miguel Fonseca, Vice Presidente Executivo.   

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Prius. Dentro do ideal oficial, usará álcool para gerar eletricidade.

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Roda-a-Roda

Mercado – Para ajustar-se aos tempos de recuperação e preferências do mercado, BMW foca nos SAV – Sport Activity Vehicles, classificação por ela criada – e responsável por 55% de suas vendas no país.

O que - Apresentou o X2, para vende-lo em maio, restante da família X: 1,2,3,4,5 e 6. Destaque para o X5M. Letra indica os produtos com desenvolvimento especial da marca bávara para aumento de performance.

Números – Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi fechou o primeiro ano de agregação crescendo 6.5% e cravando 10,6M de veículos vendidos. Na prática, de cada nove veículos comercializados no mundo, um é da Aliança: Renault, Nissan, Mitsubishi, Dacia, Renault Samsung, Alpine, Lada, Infiniti, Venucia, Datsun, atuando em 200 países.

Pré venda – Indefinida a imposição tributária sobre veículos importados, Volvo trouxe da Suécia iniciais 200 unidades do novo XC40, todas vendidas. SUV, quatro cilindros turbo, 2,0 litros, 190 cv, o mais potente do segmento.

Mais – Semi autônomo, quer dele fazer a bandeira da marca. Fluxo normal de importações previsto para julho, quando o Projeto Rota 2030, regulando o setor automobilístico, estiver em vigor, permitindo encomendas.

Opção – Peugeot importou novo lote de 500 unidades do SAV espanhol 3008. Mais acessórios, inflando conteúdo para atender reclamos da clientela.

…. II – Curiosamente optou aumentar vendas de produto importado, deixando de aplicar-se ao re-lançamento do nacional 2008, de ótimas características, porém de pequena e injusta participação no mercado.

Nova ? – Proclama-se Nova Peugeot, rótulo curioso quando vistos seu mapa de vendas, performance, presença, encolhidas no Centro Oeste – exceto Brasília -, Norte e Nordeste. Talvez deva relançar-se, como Peugeot, de Novo

Caminho – Ford apresentou o Ka em versão Freestyle, esforço para fazer ponte entre o hatch e a morfologia de SAV e SUV, anunciando-o como produto mundial. Quer ser visto como um EcoSport pequeno.

Ajuste – Plataforma e partes do Ka, implementos em conectividade, maior altura do solo e promessas de Ford de habilidades para andar fora de estrada, apesar da tração simples.

Classificação – Enquadra-o como CUV – Compact Utility Vehicle. Nova categoria traz desnecessário tropeço fonético.

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Ka é um CUV

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Quase novo – Honda iniciará distribuir aos revendedores versão revista do City, sedã construído sobre a plataforma do Fit. Mudanças, anteriormente indicadas pela Coluna, não caracterizam novo modelo, mas segunda parte do ciclo de vida.

O que ? – Apesar de retoque, exige alterações no visual frontal e posterior, pequenas mudanças interiores, implementação da conectividade. Mecânica não muda – leia-se não terá o sistema ESP, pró-estabilidade.

Responsabilidade – Primeira Câmara de Direito Civil, do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, a Prefeitura operadora do sistema de estacionamento urbano Zona Azul, é responsável pelos danos ocorridos aos veículos nela estacionados. Por enquanto vale para SP.

Melhor – Dunlop, marca ex inglesa, agora japonesa, com o sobrenome do criador do pneu, implantou novo ciclo no Brasil. Esteve aqui ao início da indústria automobilística e depois foi-se. Nova fase, no Paraná, marcada pela conquista de grandes clientes, como Volkswagen, Fiat e Toyota, exibindo capacidade de disputar preços.

Presença – Fez cinco milhões de unidades em 2017; quer crescer 20% neste exercício; construir nova fábrica para pneus para carga. Curiosidade, os Dunlop equipando o novo VW Virtus, apresentado semana passada, eram importados.

Negócio – Início da retomada das vendas pela indústria automobilística mostrou o elo fraco da corrente de produção, a de auto peças. Para evitar interrupção no fornecimento de partes a Volkswagen aplica seu peso financeiro para facilitar empréstimos de grandes bancos às menores empresas. As maiores foram assumidas por multi nacionais.

MAN 900 – Fábrica de caminhões e ônibus sucedendo tal atividade à Volkswagen, MAN registra atingir a marca de 900 mil veículos produzidos no país. Do total, mais de 750 mil construídos pelo inovador sistema Consórcio Modular, em Resende, RJ.

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Caminhões MAN, 900 mil

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Liquidação – Motorrad, área de motocicletas da BMW faz promoção para limpar o estoque dos modelos 2017. Desconto de R$ 4.000 para as topo R 1200 Rallye, a R$ 71.900. Modelo R, desconto menor, a R$ 62.900.

Pesquisa – Para entender sua posição no mercado nacional, importadora da motocicleta Royal Enfield conduz pesquisa entre formadores de opinião especializados no setor.

O que - Marca, antes inglesa, agora é indiana mantendo desenho e conformação dos modelos surgidos na década de ’50. Portam o saudosismo, preço menor, mas em uso sofrem as consequências do projeto superado.

Índia – Distante do nosso conceito de produtor de veículos, a Índia fornece ao Brasil as Royal Enfield, as partes formadoras da moto BMW G 310 GS, e muitos componentes do Renault Kwid.

Vento – Mário Araripe, o engenheiro cearense fundador da Troller, após passá-la à Ford, aplica-se ao mercado de geração de energia eólica. Implanta parques e os vende a investidores internacionais.